ANÁLISE E DIAGNOSTICO AO MERCADO AUTOMOVEL PORTUGUÊS NOS ANOS DE 2003, 2004 E 2005
Para avaliação nas disciplinas de Marketing Estratégico e Operacional, Comportamento do Consumidor e Estatística Descritiva foi-nos solicitado pelos docentes das cadeiras a realização de um estudo com o objectivo de analisar e diagnosticar o mercado automóvel em Portugal.
Para a sua realização foram feitas diversas pesquisas na bibliografia aconselhada para as diversas disciplinas e ainda através da consulta de páginas da Internet consideradas de interesse.
Utilizou-se como base estatística os dados fornecido pela ACAP – Associação do Comércio Automóvel de Portugal, os dados publicados pelo jornal Auto Sport, Guia do automóvel 2007, Revista Exame, European Motor Vehicle e ACEA – Association des Constructeurs Européens d’ Automobiles.
Por uma questão de organização e clareza, o trabalho foi estruturado da seguinte forma: em primeiro lugar, fazemos uma caracterização do mercado Português logo seguido por uma breve caracterização do mercado Europeu. De seguida apresentamos as revisões bibliográficas de Segmentos de mercado com uma análise do segmento dos “small Cars” em Portugal, revisão bibliográfica sobre posicionamento e revisão bibliográfica sobre comportamentos do consumidor. Por ultimo apresentamos o inquérito realizado a 50 pessoas e a análise estatística dos dados obtidos.
CONCLUSÕES
Após analisarmos os dados observados podemos concluir que tanto nos ligeiros de passageiros como nos comerciais verifica-se uma diminuição nas vendas no ano de 2006 mas, o parque automovel continua a aumentar. Em 2005 temos 397 ligeiros por cada mil habitantes e 125 comerciais por cada mil habitantes.
Analisando as unidades vendidas por importador concluísse que os maiores importadores são a Renault, Siva, GM, Peugot, etc.
Quanto à forma como os veículos são distribuídos em Portugal existem dois canais de distribuição que são o mercado oficial e o mercado paralelo. No mercado oficial existe um importador que por sua vez vende os veículos a um concessionário que os vai vender aos seus clientes, prestando todos os serviços para a manutenção dos mesmos. No mercado paralelo o stand vai ao estrangeiro adquirir o veiculo para o revender ao cliente, ficando com as garantias muitas vezes dadas pelos importadores comprometidas, no mercado paralelo apenas têm os dois anos obrigatórios de lei. Este canal de distribuição normalmente é utilizado para a venda de usados.
As principais marcas concorrentes em Portugal são a Renault, Opel, Peugeot, Citroen, Ford e Volkswagen tendo um peso de 57,34% no mercado. Todas estas marcas utilizam como formas de comunicação a internet, revistas, jornais, outdoors e a televisão.
No conceito europeu verificasse um aumento da cilindrada nos veículos desde o ano 2000 assim como um aumento da potência dos motores. Os veículos a gasóleo vendidos em 2000 representavam 24,2% e em 2005 cresceram até 63,3%.
Os segmentos com maiores vendas em Portugal são os segmentos médio/baixo e o segmento médio que representam 65,6% do mercado.
Para quantificar o nosso segmento (médio/baixo) utilizamos o preço médio de cada modelo não tendo em consideração os extras adquiridos no momento da compra. Este segmento teve um crescimento de 2,79% totalizando 1.242.987.525,43€.
Quanto ao inquérito não se pode fazer uma análise conclusiva tendo em conta o número diminuto de inquiridos. Mesmo assim podemos dizer que 98% dos inquiridos têm carro próprio e apenas 10% dos mesmos tem carros da empresa.
As marcas preferidas são a Mercedes e a Volkswagen. Apenas 26% das pessoas estão a pensar trocar de carro brevemente das quais 38,5% vão se aconselhar nos concessionários oficiais das marcas e 30,8% vão se aconselhar em revistas da especialidade. Pretendem despender cerca de um mês para procurar um novo carro. As principais motivações para a procura são o consumo e o preço, os extras que gostariam de ter são o ar condicionado, ABS e o GPS. Como forma de pagamento pretendem pagar a pronto pelo que estariam dispostos a esperar entre duas semanas a um mês pelo novo carro. Na análise das atitudes face ao meio ambiente os inquiridos reconhecem a necessidade em se ter atitudes positivas face ao meio ambiente mas quando chega a altura da compra do novo carro as pessoas esquecem rapidamente as preocupações ambientais.
Observando os factores diferenciadores por ordem decrescente verificamos que questões como segurança e fidelidade são a principal preocupação e as questões ambientais são relegadas para ultimo lugar.
Luis Duarte, Hugo Ribeiro da Silva, Helder Lopes, Patricia Fernandes e Susana Gomes