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	<title>Luis Filipe Duarte</title>
	<link>http://luisduarte.blogsome.com</link>
	<description>Gestão de Marketing - IPAM</description>
	<pubDate>Tue, 08 Dec 2009 14:07:16 +0000</pubDate>
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		<title>Com votos de Boas Festas, aqui vai uma lista de optimismos</title>
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		<pubDate>Tue, 08 Dec 2009 14:07:14 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Filipe M Cruz Duarte</dc:creator>
		
	<category>Sociedade</category>
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		<description><![CDATA[<p>Eu conhe&#231;o um pa&#237;s que tem uma das mais baixas taxas de mortalidade mundial de rec&#233;m-nascidos, melhor que a m&#233;dia da UE.<br />
Eu conhe&#231;o um pa&#237;s onde tem sede uma empresa que &#233; l&#237;der mundial de tecnologia de transformadores.<br />
Eu conhe&#231;o um pa&#237;s que &#233; l&#237;der mundial na [...]</p>
]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[	<p>
<p>Eu conhe&#231;o um pa&#237;s que tem uma das mais baixas taxas de mortalidade mundial de rec&#233;m-nascidos, melhor que a m&#233;dia da UE.    <br />
Eu conhe&#231;o um pa&#237;s onde tem sede uma empresa que &#233; l&#237;der mundial de tecnologia de transformadores.     <br />
Eu conhe&#231;o um pa&#237;s que &#233; l&#237;der mundial na produ&#231;&#227;o de feltros para chap&#233;us.     <br />
Eu conhe&#231;o um pa&#237;s que tem uma empresa que inventa jogos para&#160; telem&#243;veis e os vende no exterior para dezenas de mercados.     <br />
Eu conhe&#231;o um pa&#237;s que tem uma empresa que concebeu um sistema pelo&#160; qual voc&#234; pode escolher, no seu telem&#243;vel, a sala de cinema onde quer&#160; ir, o filme que quer ver e a cadeira onde se quer sentar.     <br />
Eu conhe&#231;o um pa&#237;s que tem uma empresa que inventou um sistema&#160; biom&#233;trico de pagamento nas bombas de gasolina.     <br />
Eu conhe&#231;o um pa&#237;s que tem uma empresa que inventou uma bilha de g&#225;s muito leve que j&#225; ganhou pr&#233;mios internacionais.     <br />
Eu conhe&#231;o um pa&#237;s que tem um dos melhores sistemas de Multibanco a&#160; n&#237;vel mundial, permitindo opera&#231;&#245;es inexistentes na Alemanha,&#160; Inglaterra ou Estados Unidos.     <br />
Eu conhe&#231;o um pa&#237;s que revolucionou o sistema financeiro e tem tr&#234;s Bancos nos cinco primeiros da Europa.     <br />
Eu conhe&#231;o um pa&#237;s que est&#225; muito avan&#231;ado na investiga&#231;&#227;o e produ&#231;&#227;o de energia atrav&#233;s das ondas do mar e do vento.</p>
	<p>Eu conhe&#231;o um pa&#237;s que tem uma empresa que analisa o <span class="caps">ADN</span> de plantas e animais e envia os resultados para os toda a EU.    <br />
Eu conhe&#231;o um pa&#237;s que desenvolveu sistemas de gest&#227;o inovadores de clientes e de stocks, dirigidos &#224;s <span class="caps">PMES</span>.     <br />
Eu conhe&#231;o um pa&#237;s que tem diversas empresas a trabalhar para a <span class="caps">NASA</span> e a Ag&#234;ncia Espacial Europeia.     <br />
Eu conhe&#231;o um pa&#237;s&#160; que desenvolveu um sistema muito c&#243;modo de passar nas portagens das auto-estradas.     <br />
Eu conhe&#231;o um pa&#237;s que inventou e produz um medicamento anti-epil&#233;ptico para o mercado mundial.     <br />
Eu conhe&#231;o um pa&#237;s que &#233; l&#237;der mundial na produ&#231;&#227;o de rolhas de corti&#231;a.     <br />
Eu conhe&#231;o um pa&#237;s que produz um vinho que em duas provas ib&#233;ricas superou v&#225;rios dos melhore vinhos espanh&#243;is.     <br />
Eu conhe&#231;o um pa&#237;s que inventou e desenvolveu o melhor sistema mundial de pagamento de pr&#233;-pagos para telem&#243;veis.     <br />
Eu conhe&#231;o um pa&#237;s que construiu um conjunto de projectos hoteleiros de excelente qualidade um pelo Mundo. </p>
	<p>
O leitor, possivelmente, n&#227;o reconheceu neste pa&#237;s aquele em que vive&#8230;&#160; <span class="caps">PORTUGAL </span></p>
	<p>
Mas &#233; verdade. Tudo o que leu acima foi feito por empresas fundadas por portugueses, desenvolvidas por portugueses, dirigidas por portugueses, com sede em Portugal, que funcionam com t&#233;cnicos e trabalhadores portugueses.     <br />
Chamam -se, por ordem:</p>
	<p>Efacec, Fepsa, Ydreams, Mobycomp, <span class="caps">GALP</span>, SIBS, <span class="caps">BPI</span>, BCP, Totta, <span class="caps">BES</span>, CGD, Stab Vida, Altitude Software, Out Systems, WeDo, Quinta do Monte d&#8217;Oiro, Brisa Space Services, Bial, Activespace Technologies,Deimos Egenharia, Lusospace, Skysoft, Portugal Telecom Inova&#231;&#227;o, Grupos Vila Gal&#233;, Amorim, Pestana, Porto Bay e <span class="caps">BES </span>Turismo.</p>
	<p>H&#225; ainda grandes empresas multinacionais instalada no Pa&#237;s, mas dirigidas por portugueses, com t&#233;cnicos portugueses, de reconhecido sucesso junto das casas m&#227;e,como a Siemens Portugal, Bosch, Vulcano, Alcatel, <span class="caps">BP </span>Portugal e a McDonalds (que desenvolveu e aperfei&#231;oou em Portugal um sistema que permite quantificar as refei&#231;&#245;es e tipo que s&#227;o vendidas em cada e todos os estabelecimentos da cadeia em todo o mundo.    <br />
&#201; este o Pa&#237;s de sucesso em que tamb&#233;m vivemos, estatisticamente sempre na cauda da Europa, com p&#233;ssimos &#237;ndices na educa&#231;&#227;o, e grav&#237;ssimos problemas no ambiente e na&#160; sa&#250;de&#8230; do que se atrasou em rela&#231;&#227;o &#224; m&#233;dia UE&#8230;etc.     <br />
Mas s&#243; falamos do Pa&#237;s que est&#225; mal, daquele que n&#227;o acompanhou o progresso!     <br />
&#201; tempo de mostrarmos ao mundo os nossos sucessos e nos orgulharmos disso!</p>
	<p>&#160;</p>
	<p>De Nicolau Santos, Director &#8211; adjunto do Jornal Expresso, In Revista &quot;Exportar&quot;</p></p>
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	</item>
		<item>
		<title>A crise segundo Albert Einstein</title>
		<link>http://luisduarte.blogsome.com/2009/03/12/a-crise-segundo-albert-einstein/</link>
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		<pubDate>Thu, 12 Mar 2009 01:04:21 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Filipe M Cruz Duarte</dc:creator>
		
	<category>Sociedade</category>
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		<description><![CDATA[<p>&quot;N&atilde;o pretendemos que as coisas mudem, se sempre fazemos o mesmo. A crise &#233; a melhor ben&ccedil;&atilde;o que pode ocorrer com as pessoas e pa&#237;ses, porque a crise traz progressos. A criatividade nasce da ang&#250;stia, como o dia nasce da noite escura. &#201; na crise que nascem as inven&ccedil;&otilde;es, os descobrimentos e as grandes estrat&#233;gias. [...]</p>
]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[	<p>
<p align="justify">&quot;N&atilde;o pretendemos que as coisas mudem, se sempre fazemos o mesmo. A crise &#233; a melhor ben&ccedil;&atilde;o que pode ocorrer com as pessoas e pa&#237;ses, porque a crise traz progressos. A criatividade nasce da ang&#250;stia, como o dia nasce da noite escura. &#201; na crise que nascem as inven&ccedil;&otilde;es, os descobrimentos e as grandes estrat&#233;gias. <br />
Quem supera a crise, supera-se a si mesmo sem ficar &quot;superado&quot;. <br />
Quem atribue &agrave; crise os seus fracassos e pen&#250;rias, violenta o seu pr&#243;prio talento e respeita mais aos problemas do que &agrave;s solu&ccedil;&otilde;es. A verdadeira crise, &#233; a crise da incompet&ecirc;ncia. <br />
O inconveniente das pessoas e dos pa&#237;ses &#233; a esperan&ccedil;a de encontrar as sa&#237;das e solu&ccedil;&otilde;es f&#225;ceis. Sem crise n&atilde;o h&#225; desafios, sem desafios, a vida &#233; uma rotina, uma lenta agonia. Sem crise n&atilde;o h&#225; m&#233;rito. <br />
&#201; na crise que se aflora o melhor de cada um. Falar de crise &#233; promov&ecirc;-la, e calar-se sobre ela &#233; exaltar o conformismo. Em vez disso, trabalhemos duro. Acabemos de uma vez com a &#250;nica crise amea&ccedil;adora, que &#233; a trag&#233;dia de n&atilde;o querer lutar para super&#225;-la&quot; </p>
	<p><strong><em>Albert Einstein</em></strong></p></p>
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	</item>
		<item>
		<title>Os que pagam e os que vivem as custas de &#8230;.</title>
		<link>http://luisduarte.blogsome.com/2008/09/10/os-que-pagam-e-os-que-vivem-as-custas-de/</link>
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		<pubDate>Wed, 10 Sep 2008 18:09:15 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Filipe M Cruz Duarte</dc:creator>
		
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		<description><![CDATA[<p>1 Por causa das gravuras supostamente paleol&#237;ticas de Foz C&#244;a (algumas desenhadas h&#225; 30 anos) deixou de se fazer uma barragem que era importante para a regulariza&#231;&#227;o do Douro; e, por n&#227;o se ter feito essa barragem, vai avan&#231;ar-se agora com a respectiva compensa&#231;&#227;o, que &#233; uma barragem no Sabor &#8211; um dos &#250;ltimos rios [...]</p>
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			<content:encoded><![CDATA[	<p>
<p>1 Por causa das gravuras supostamente paleol&#237;ticas de Foz C&#244;a (algumas desenhadas h&#225; 30 anos) deixou de se fazer uma barragem que era importante para a regulariza&#231;&#227;o do Douro; e, por n&#227;o se ter feito essa barragem, vai avan&#231;ar-se agora com a respectiva compensa&#231;&#227;o, que &#233; uma barragem no Sabor &#8211; um dos &#250;ltimos rios despolu&#237;dos e em estado natural do pa&#237;s &#8211; que ter&#225; consequ&#234;ncias ambientais desastrosas. Mas, na altura, Guterres e Carrilho queriam inaugurar o seu Governo com uma cau&#231;&#227;o &#8216;cultural&#8217;, cavalgando uma onda de demagogia imaginada por uma inteligente m&#225;quina propagand&#237;stica de interessados em arranjar um &#8216;tacho&#8217; no futuro Parque Paleol&#237;tico do C&#244;a. &quot;As gravuras n&#227;o sabem nadar&quot;, gritavam eles. E, porque as gravuras n&#227;o sabem nadar, destr&#243;i-se o rio Sabor.</p>
	<p>Tempos depois, foi a vez das pegadas da passagem de um dinossauro na <span class="caps">CREL</span>. &quot;Achado arqueol&#243;gico de extrema import&#226;ncia&quot;, arranjou logo os seus ac&#233;rrimos defensores. Fez-se ent&#227;o um t&#250;nel, para preservar por cima as marcas indel&#233;veis da passagem do dinossauro excelent&#237;ssimo. Tal como em Foz C&#244;a, as boas almas que se encarregam de desbaratar dinheiros p&#250;blicos a qualquer pretexto juraram que o local seria ponto de permanente romaria de criancinhas das escolas, levadas compulsivamente, e de milhares, milh&#245;es de adultos, idos voluntariamente, em s&#250;bito fervor hist&#243;rico-cultural. E s&#243; a chegada do d&#233;fice evitou que ao t&#250;nel se juntasse ainda um museu do dinossauro. Mesmo assim, milh&#245;es e milh&#245;es e milh&#245;es depois, duvido que mais de uma d&#250;zia de curiosos por ano se preocupe em ir ver as pegadas do bicho; e, quanto a Foz C&#244;a, retenho a exclama&#231;&#227;o sentida de uma habitante local, aqui h&#225; tempos: &quot;At&#233; agora, ainda n&#227;o ganh&#225;mos nada com as gravuras!&quot; Pois n&#227;o, minha senhora, mas isto de ganhar dinheiro sem fazer nada, apenas abrindo a torneira do Estado, n&#227;o acontece todos os dias.</p>
	<p>Agora, li aqui que, por cima da A-24, entre Vila do Conde e Vila Pouca de Aguiar, se fez um &#8216;loboduto&#8217;, para que os distintos animais (que n&#227;o se sabe ao certo quantos s&#227;o) n&#227;o vejam interrompidos os seus supostos territ&#243;rios de passagem na serra da Falperra. Eu acho o lobo um animal interessante e Deus me livre de n&#227;o os querer preservar. Mas, francamente, 100 milh&#245;es de euros (20 milh&#245;es de contos!) por um &#8216;loboduto&#8217; &#8211; onde, ainda por cima e segundo testemunhos locais, &#233; improv&#225;vel que venha a passar algum lobo, porque n&#227;o s&#243; n&#227;o se sabe se eles existem mesmo ali como ainda se sabe que ao lado existe uma pedreira que costuma fazer explos&#245;es &#8211; parece-me um bocadinho, como direi, talvez exagerado?&#8230; Vamos admitir que existem   <br />
por ali dez lobos, a quem aquilo facilita a vida; vamos mesmo admitir que existem vinte: um milh&#227;o de contos por lobo n&#227;o ser&#225; de mais? Quantos anos, e sempre com grav&#237;ssimos problemas de sa&#250;de e assist&#234;ncia, n&#227;o teria de viver um portugu&#234;s para que o Estado gastasse com ele um milh&#227;o de contos?</p>
	<p>Como se conseguiu chegar a este verdadeiro deboche contabil&#237;stico? Segundo conta o &#8216;Expresso&#8217;, da maneira mais simples e mais habitual: atrav&#233;s da contrata&#231;&#227;o de estudos e pareceres t&#233;cnicos a &#8216;especialistas&#8217;. A consultadoria para o Estado &#8211; um dos mais pr&#243;speros neg&#243;cios que existem em Portugal.</p>
	<p>2 Pela mesma altura de Foz C&#244;a &#8211; governava Guterres e era ministro da Economia Pina Moura -, a consultadoria externa levou o Estado a celebrar outro extraordin&#225;rio neg&#243;cio. Existia uma empresa privada, a Gr&#227;o Par&#225;, que parece que tinha o mau h&#225;bito de se esquecer de pagar &#224; Seguran&#231;a Social. J&#225; uma vez tinha conseguido negociar de forma a que o Estado lhe pusesse as d&#237;vidas a zero, mas, anos depois, estava outra vez na mesma situa&#231;&#227;o. Como resolver o problema? Por da&#231;&#227;o em pagamento. Acontece que a dita empresa tinha dois bens, qual deles o mais valioso.   <br />
Um era um hotel no Funchal, constru&#237;do ao lado do que dava para imaginar facilmente que um dia seria o prolongamento da pista de aterragem do aeroporto. Quando a pista foi mesmo prolongada, o hotel ficou condenado &#224; fal&#234;ncia, porque n&#227;o h&#225; muitos h&#243;spedes que queiram dormir onde aterram avi&#245;es. O outro era o Aut&#243;dromo do Estoril, onde sucessivas injec&#231;&#245;es de dinheiros p&#250;blicos n&#227;o tinham conseguido o milagre de o tornar rent&#225;vel nem sequer de l&#225; manter a F&#243;rmula 1. E foi com estes dois bens falidos que o Estado se contentou em troca do perd&#227;o da d&#237;vida. Na altura escrevi um artigo perguntando como &#233; que um Governo que tudo queria privatizar se lembrava de &#8216;nacionalizar&#8217; um aut&#243;dromo e como &#233; que o Estado transformava um cr&#233;dito num encargo financeiro para si. Respondeu no mesmo jornal o ministro Pina Moura. Dizia que o aut&#243;dromo era essencial para o turismo e para o &#8216;interesse p&#250;blico&#8217; e que, feitas umas    <br />
pequenas obras de melhoramento, logo regressaria a F&#243;rmula 1 e lucros a perder de vista.</p>
	<p>Passaram-se dez anos e o Aut&#243;dromo do Estoril, depois de dezenas de milh&#245;es de euros de dinheiros p&#250;blicos gastos em melhoramentos, manuten&#231;&#227;o e honor&#225;rios dos seus administradores (e, obviamente, sem jamais voltar a ver a F&#243;rmula 1 ou qualquer coisa que se parecesse), foi esta semana posto em leil&#227;o p&#250;blico por 35 milh&#245;es de euros. N&#227;o apareceu nenhum interessado. Pelo que, das duas uma: ou se arrasa e urbaniza tudo aquilo (fazendo mais uma altera&#231;&#227;o legislativa, porque os terrenos s&#227;o de constru&#231;&#227;o proibida), ou teremos de continuar a suportar eternamente os custos deste brilhante acto de governa&#231;&#227;o.</p>
	<p>3 E sabem porque &#233; que estas coisas acontecem? Porque h&#225; um poderos&#237;ssimo l&#243;bi de consultadoria instalado &#224; mama do Estado, h&#225; anos sem fio, que dita, influencia e condiciona as decis&#245;es dos executivos. Para 2008, o Governo or&#231;amentou 370 milh&#245;es de euros (!) para gastar com eles em &quot;estudos, pareceres, projectos e consultadoria&quot;. Eles, quem? Pois, isso &#233; segredo de Estado, H&#225; um ano que o seman&#225;rio &#8216;Sol&#8217; tenta obter, ao abrigo da Lei de Acesso aos Documentos Administrativos, a lista dos benefici&#225;rios deste bodo. Em v&#227;o. O Governo fecha-se em copas e os tribunais administrativos protegem-lhe a manha. &#201; que, se viesse a p&#250;blico a lista das eminentes personalidades, dos ilustres t&#233;cnicos e dos influentes escrit&#243;rios de advogados e consultores que entre si fazem assessoria aos governos &#8211; seja para comprar armas, submarinos ou aut&#243;dromos ou para dar parecer t&#233;cnico sobre &#8216;lobodutos&#8217; ou contratos com Angola -, uma grossa fatia da respeitabilidade p&#250;blica desabaria por terra.</p>
	<p>Repito o que de h&#225; muito venho dizendo: em termos de cidadania, h&#225; duas esp&#233;cies de portugueses &#8211; os que vivem a pagar ao Estado e os que vivem a tirar ao Estado. E o resto &#233; conversa de comendadores ou de &#8216;benfeitores&#8217;.</p>
	<p>Texto recebido por e-mail supostamente escrito por Miguel Sousa Tavares, e muito bem escrito!</p></p>
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		<title>As verdades</title>
		<link>http://luisduarte.blogsome.com/2008/08/06/as-verdades/</link>
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		<pubDate>Wed, 06 Aug 2008 15:22:46 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Filipe M Cruz Duarte</dc:creator>
		
	<category>Sociedade</category>
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		<description><![CDATA[<p>As verdades que menos gostamos de ouvir s&#227;o as que mais falta nos fazem.
    (Prov&#233;rbio Chin&#234;s)</p>
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			<content:encoded><![CDATA[	<p>
<p>As verdades que menos gostamos de ouvir s&#227;o as que mais falta nos fazem.</p>
	<p>(Prov&#233;rbio Chin&#234;s)</p></p>
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		<title>Lideran&ccedil;a</title>
		<link>http://luisduarte.blogsome.com/2008/07/20/liderana/</link>
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		<pubDate>Sun, 20 Jul 2008 15:34:05 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Filipe M Cruz Duarte</dc:creator>
		
	<category>Sociedade</category>
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		<description><![CDATA[<p>&quot;Os bons l&#237;deres desenvolvem as pessoas; os maus l&#237;deres abafam-nas. Os bons l&#237;deres servem os seus seguidores, os maus l&#237;deres escravizam-nos&quot;
    Sir Adrian Cadbury</p>
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			<content:encoded><![CDATA[	<p>
<p>&quot;Os bons l&#237;deres desenvolvem as pessoas; os maus l&#237;deres abafam-nas. Os bons l&#237;deres servem os seus seguidores, os maus l&#237;deres escravizam-nos&quot;</p>
	<p>Sir Adrian Cadbury</p></p>
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